quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Parônimos III

Seção: Parecia confuso?
COMPRIMENTO (extensão) – Qual o comprimento da sua saia?
CUMPRIMENTO (saudação) – Beijo na bochecha é uma forma de cumprimento comum no Brasil.
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SOAR (emitir som / mostrar horário) – Que soem os tambores! / Soaram nove horas no relógio da catedral.
SUAR (transpirar) – Eu suo bastante mesmo quando a temperatura não está tão alta.
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DESPENSA (cômodo onde se conservam mantimentos) – A despensa fica nesse corredor, à esquerda.
DISPENSA (licença para não se fazer algo – vem do verbo “dispensar”) – O adolescente obteve dispensa do serviço militar.
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VESTIÁRIO (local onde se provam roupas) – Moça, onde ficam os vestiários?
VESTUÁRIO (roupagem; trajes; indumentária) – A cor preta é típica do vestuário gótico.
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FUZIL (arma de fogo de cano longo; espingarda) – Centenas de pessoas foram atingidas por fuzis de ar comprimido.
FUSÍVEL (condutor elétrico que evita curto circuitos em caso de excesso de corrente) – A energia tem oscilado muito e acho que o fusível não vai resistir. Provavelmente, haverá um desligamento geral.
Fernando Sachetti

"Qual é a alma do cinema?", por Arnaldo Jabor

Seção: Você pode saber mais!

Muita gente chega para mim e diz: “Como é?... Você não vai voltar a fazer cinema?” “Sei lá”, respondo. E penso: “Que cinema? Comercial, metafísico, político, experimental? O quê?” (...) Tenho saudades do cinema, sim, justamente nesta época em que as imagens inundam nossos olhos e ouvidos. Mas tenho saudades de outro cinema, da fragilidade dos filmes antigos e da ideia do “objeto único” a que eles almejavam. (...)
Atualmente, a cinefilia soa quase como um vício sexual; talvez tenha sido. Há um mundo secreto, próprio do cinema, que só alguns ainda conhecem. Hoje o cinema é nu. Está exposto nas lojas, feiras e bancas de jornais, está nas TVs, está rodando bolsinha nas ruas. Mas, se eu reclamo dessa profusão, dizem: “Ahh, qual é a tua, cara? Isso é bom para o cinema, aumenta a difusão no mercado etc. e tal.” Talvez, talvez, mas tenho saudades da sala escura, do cinema dos pobres tímidos, do cinema como ilusão solitária, realidade alternativa que analisávamos noite adentro nos bares. Como era bom esperar um filme do Fellini, e o novo Antonioni, e o novo Godard... (...)
Naquela época, o cinema ainda tinha a tal “alma” que hoje desapareceu nos supermercados e videoclubes. (...) “Creio que o cinematógrafo será útil para sabermos, no futuro, como os antigos se moviam...”
Talvez seja esta a “essência” do cinema: registrar a morte comendo a vida.
(...) – p. 77, 78, 79, 80.

Pornopolítica: paixões e taras na vida brasileira / Arnaldo Jabor. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006.

"Índios", Legião Urbana

Seção: 2 mil é dez!
Composição feita por Renato Russo... logo após tentar suicídio.
"(...) Quem me dera, ao menos uma vez, como a mais bela tribo, dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente... (...)"


Maria Lamas (pensamento)

Seção: Pense.
“Ninguém tem direito a duas fatias de pão enquanto houver na terra um homem que não tenha nem um migalho.”

Maria Lamas (poetisa portuguesa do século XX)